segunda-feira, 27 de junho de 2016

Questionamentos sobre a morte

Ontem, dia 26 de junho de 2016, fez dezenove anos que minha amada avó nos deixou. Dezenove longos anos que não fizeram com que esquecêssemos dela em nenhum momento, muito pelo contrário, a cada vitória, cada acontecimento, eu lembro dela, penso em como seria se ela estivesse ao nosso lado, como ela reagiria a cada conquista, cada celebração. No entanto, não estou escrevendo apenas para lembrar da passagem de minha avó para outro plano, na verdade, é apenas a introdução para um assunto que, para mim, é muito delicado, a morte.

            Não sei lidar com a morte, acredito que isso seja normal para quase todo mundo. Por mais espiritualizados que sejamos, a morte ainda causa sofrimento e dor. Já perdi amigos, já perdi parentes, conhecidos, ídolos, animais de estimação, seres os quais eu admirava, ou admiro, afinal, mesmo depois da morte, a admiração continua. Os feitos em vida são legados que ficarão na lembrança, na memória de quem foi tocado por aquele ser, direta ou indiretamente.

            A morte ainda me assusta, o desconhecido me assusta, o improvável também. O que será que vem depois? Será que vem algo depois? São questões que me intrigam bastante, mas o que mais me intriga, na verdade, é o que aconteceria se ela não tivesse acontecido. O que aconteceria se minha avó estivesse viva? Se seu amigo estivesse vivo? Se a mãe da sua amiga estivesse ao lado dela até hoje? Se aquele cachorrinho que você tanto amava pudesse te acompanhar por toda a vida? Se a minha gatinha ainda estivesse a ronronar no meu ouvido até hoje? Possibilidades me instigam, me provocam.

            E a história que veio antes da morte, ela acaba ali? É uma história completa ou é como fechar um livro antes de chegar ao final e nunca mais abrir ele? Todos esses questionamentos vieram na minha mente por causa de uma frase, uma simples frase que, com certeza, é carregada de muito significado e de história para quem a escreveu.

Ontem, ao passar pelos corredores do cemitério de Pelotas, onde minha avó foi sepultada (fui acompanhar minha mãe para deixar algumas flores no túmulo da mãe dela), me deparei com um, entre tantos túmulos. Esse túmulo, de um jovem de 19 anos, tinha o nome do menino, a data de nascimento e de falecimento, e a seguinte frase: “O super-técnico do pai”. Essa frase me marcou, tirou meu sono, na verdade. Fiquei imaginando quanto sofrimento aquela frase carrega, quanta dor causou a esse pai escrever essa frase. Quanta história tem por detrás dessa frase, quanto a nossa imaginação pode viajar com essa simples frase.

Aí vem tudo aquilo que já falei acima, todos os questionamentos. Em que será que esse menino era técnico? Como seria a história dele hoje em dia? Quais foram as motivações desse pai ao escrever essa frase no túmulo do filho? Perguntas as quais eu nunca saberei as respostas. No entanto, esse menino, com sua pouca idade, fez sua história, fez a sua parta na vida de alguém, marcou de um jeito único o coração de um pai. Com certeza está imortalizado na memória de muitas pessoas. 

Enfim, todos esses questionamentos, esses medos, essas dúvidas e incertezas que a morte traz só me fizeram pensar em uma coisa: devemos fazer a nossa história da melhor maneira possível aqui, em vida. Devemos fazer com que sejamos lembrados no futuro por nossos feitos. Devemos deixar a nossa marca no coração, na alma e na memória das pessoas, para que um dia, quem sabe, uma simples frase em uma lápide faça com que toda uma história seja relembrada ou, nesse caso, imaginada.  

domingo, 19 de junho de 2016

Que coisa bem nostálgica! 

Depois de anos (nem lembrava mais desse blog), as lembranças diárias do Facebook me fazem recordar da existência dele. Apesar de ter postado pouca coisa, foram coisas significativas (para mim, pelo menos). Então eu penso, quem sabe eu possa reviver esse blog, trazer ele para a atualidade da minha vida, para o que estou vivenciando nesse momento. Pode dar certo, ou não. Pode que amanhã eu desista de escrever nele, esqueça de postar, fique sem vontade. Mas pode que eu traga novidades, traga relatos de novas experiências, coisas vividas por mim, por amigos, colegas, enfim. 

Creio que vá manter a ideia original, postar sobre músicas, livros, vídeos, filmes, coisas que possam ser interessantes para mim e para quem estiver acompanhando. No entanto, os tempos são outros, de 2012 para cá, 4 anos se passaram, o mundo mudou, as pessoas mudaram, eu mudei, e uma adaptação a essa nova realidade pode ser necessária. 

Bom, por agora é isso, foi apenas um momento nostalgia, mesmo, quem sabe mais tarde, amanhã ou depois eu resolva compartilhar algo que possa ser interessante. 

Abraços a geral.

domingo, 24 de junho de 2012

É isso aí gurizada, começando mais uma semana, para quem trabalha e estuda, amanhã é um dia bastante complicado, para nós, estudantes de universidade federal, é apenas mais um dia de descanso. Para começarmos a semana em alto astral, trago o vídeo Tudo em você, da Banda Arthica. Para quem gosta de The Corrs, música irlandesa e de pop de qualidade, essa é uma ótima pedida. Espero que curtam bastante, assim como eu curti. Ótima semana a todos. ;)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

20/06/2012 - Dia Internacional da Amizade



Em comemoração ao Dia Internacional da Amizade, trago esse clipe clássico do The Rembrandts. Para quem não lembra dessa música, ela era tema de abertura da série Friends, que por dez anos nos mostrou as aventuras de seis amigos muito unidos. A série esteve no ar de 1994 até 2004, totalizando 236 episódios. Saudades daquela época.
Feliz Dia do Amigo a todos vocês!

terça-feira, 19 de junho de 2012

E tudo acaba voltando

A história que publico a seguir foi escrita no ano passado (2011), e foi escolhida para ser publicada em um livro, porém "forças maiores" vetaram a publicação, por considerarem a história preconceituosa. Gostaria que vocês lessem e me dissessem o que acham, se concordam ou não com as "forças maiores".


E tudo acaba voltando

Sempre fomos ótimos amigos, desde a primeira série do Ensino Fundamental, me chamo Fabiano, meu amigo, Alessandro. Estudávamos, fazíamos os trabalhos escolares, brincávamos, éramos inseparáveis. Com o passar do tempo, a amizade foi se tornando mais forte e assim seguiu até a adolescência. Porém, nesse período começaram a haver as divergências, brigas e opiniões opostas. Alessandro era o típico adolescente: jogava futebol, azarava as meninas, fazia muito sucesso com elas. Afinal, ele era realmente muito bonito, de causar inveja, mas não a mim, eu não sentia inveja de Alessandro. Na realidade, eu achava tudo isso uma tremenda bobagem, preferia ficar em casa ouvindo música, e tentando entender o que meus cantores favoritos estavam falando.
Já no Ensino Médio, acabamos nos afastando, comecei a ser apontado como “bichinha” pelos colegas de aula, e Alessandro em momento algum tentou me defender, apenas afastava-se ainda mais. Nos momentos mais difíceis de minha vida, eu não tinha a quem recorrer, me trancava no quarto e ficava ouvindo músicas em inglês, minhas preferidas. Muitas vezes encontrava nas letras das músicas as palavras que precisava ouvir de um amigo.
Na última conversa que tivemos, ambos falávamos no futuro, em o que faríamos depois de terminar o Ensino Médio, expectativas, medos e dúvidas. Alessandro falou que iria ser médico, ganhar muito dinheiro e “pegar” muitas mulheres. Eu falei que queria fazer Letras Português/Inglês, queria ser professor. Alessandro, na mesma, hora caiu na gargalhada, debochou descaradamente de mim, dizendo que eu estudaria para ser um palhaço do governo, que eu deveria divertir as crianças em troca das migalhas que eu receberia. Fiquei furioso com ele, mas não tive a reação normal de um adolescente, não discuti, não briguei, apenas me levantei e fui embora.
Depois dessa última conversa, nunca mais nos procuramos, era como se nem morássemos na mesma cidade, talvez por não frequentarmos os mesmos tipos de lugares ou não participarmos do mesmo círculo de amizade.
O tempo passou, entrei na faculdade que tanto sonhava, me formei e estou dando aula de inglês. Mas na última semana, algo muito estranho aconteceu comigo. Eu estava indo para a escola onde leciono, quando parei meu carro em um semáforo, vi um rapaz pintado de palhaço fazendo malabarismos em troca de moedas, fixei meu olhar e pude perceber que conhecia aquele rosto. Rosto que, quando cruzou o olhar com o meu ficou totalmente sem jeito, virou para o outro lado e fez como se não me conhecesse. Juro que não fiquei feliz com o que vi, mas achei uma ironia do destino ver aquele menino que um dia debochou da profissão que eu havia escolhido, aquele que disse que eu seria um palhaço, mendigando por migalhas.
Alessandro que agora é o palhaço, não conseguiu ser o médico “pegador”. Eu realizei meu sonho, sem falsa modéstia, sou um ótimo professor de inglês. Isso não torna Alessandro menos digno do que eu, apenas prova que somos todos iguais, e que um dia os papéis podem acabar invertidos.
John Peter Ayres

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Wide Awake - Katy Perry

Novo videoclipe da Katy Perry, lançado nessa segunda-feira, 18 de Junho de 2012. Com esse clipe ela fechou com chave de ouro e era "Teenage Dream".

E mesmo que o coração pare de bater,
mesmo que um último suspiro meu corpo dê,
eu não daria importancia a nada disso,
pois em minha mente, em um último momento,
sei que veria o teu sorriso.
John Peter Ayres